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  Hinos e Canções

 

Hinos e Canções

HINO DO SOLDADO DO FOGO

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Contra as chamas em lutas ingentes,
Sob o nobre alvi-rubro pendão,
Dos Soldados do fogo valentes,
É na paz a sagrada missão.
E se um dia houver sangue e batalha,
Desfraldando a auri-verde bandeira,
Nossos peitos são férreas muralhas,
Contra a audaz agressão estrangeira.
 

Missão dupla o dever nos aponta:
Vida alheia e riquezas salvar
E, na guerra, punindo uma afronta,
Com valor pela pátria lutar.

Auri-fulvo clarão gigantesco
Labaredas flamejam no ar
Num incêndio horroroso e dantesco,
A cidade parece queimar
Mas não temem da morte os bombeiros
Quando ecoa d'alarme o sinal,
Ordenando voarem ligeiros,
A vencer o vulcão infernal.
 

Missão dupla o dever nos aponta:
Vida alheia e riquezas salvar
E, na guerra, punindo uma afronta,
Com valor pela pátria lutar.




Rija luta os heróis aviventa,
Inflamando em seus peito o valor;
Para frente que importa o tormenta
Dura marcha ou de sóis o rigor?
Nem um passo daremos atrás
Repelindo inimigos canhões
Voluntários da morte na paz,
São na guerra indomáveis leões.



Missão dupla o dever nos aponta:
Vida alheia e riquezas salvar
E, na guerra, punindo uma afronta,
Com valor pela pátria lutar.

 


HINO ACREANO

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Que este sol a brilhar soberano
Sobre as matas que o vêem com amor
Encha o peito de cada acreano
De nobreza, constância e valor...
Invencíveis e grandes na guerra,

Imitemos o exemplo sem par
Do amplo rio que briga com a terra
Vence-a e entra brigando com o mar

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Triunfantes da luta voltando
Temos n'alma os encantos do céu
E na fronte serena, radiante,
Imortal e sagrado troféu
O Brasil a exultar acompanha
Nossos passos portanto é subir
Que da glória a divina montanha
Tem no cimo o arrebol do porvir

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Possuímos um bem conquistado
Nobremente com armas na mão
Se o afrontarem, de cada soldado
Surgirá de repente um leão
Liberdade é o querido tesouro
Que depois do lutar nos seduz
Tal o rio que rola, o sol de ouro
Lança um manto sublime de luz

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Vamos ter como prêmio da guerra
Um consolo que as penas desfaz
Vendo as flores do amor sobre a terra
E no céu o arco-íris da paz
As esposas e mães carinhosas
A esperarem nos lares fiéis
Atapetam a porta de rosas
E cantando entretecem lauréis

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Mas se audaz estrangeiro algum dia
Nossos brios de novo ofender
Lutaremos com a mesma energia
Sem recuar, sem cair, sem temer
E ergueremos, então, destas zonas
Um tal canto vibrante e viril
Que será como a voz do Amazonas

Ecoando por todo o Brasil
Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis.

 


HINO DA BANDEIRA

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Letra: Olavo Bilac (1865-1918)
Música: Francisco Braga (1868-1945)
Apresentado pela primeira vez em 09 de novembro de 1906

 

Salve, lindo pendão da esperança, 
Salve, símbolo augusto da paz! 
Tua nobre presença à lembrança 
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra 
Em nosso peito juvenil, 
Querido símbolo da terra, 
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas 
Este céu de puríssimo azul, 
A verdura sem par destas matas 
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra 
em nosso peito juvenil, 
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando teu vulto sagrado, 
Compreendemos o nosso dever; 
E o Brasil por seus filhos amado, 
Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra 
em nosso peito juvenil (varonil), 
Querido símbolo da terra, 
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira, 
Nos momentos de festa ou de dor, 
Paira sempre, sagrada bandeira, 
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil, 
Querido símbolo da terra, 
Da amada terra do Brasil!

 


HINO DA INDEPENDÊNCIA

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Letra: Evaristo Ferreira da Veiga
Música: D. Pedro I

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.


HINO NACIONAL

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Ouviram do Ipiranga as margens plácidas 
De um povo heróico o brando retumbante, 
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, 
Brilhou no céu da pátria nesse instante. 
Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conguistar com braço forte, 
Em teu seio, ó liberdade. 
Desafia o nosso peito a própria morte ! 
Ó Pátria amada,    Idolatrada, 
Salve !  Salve ! 

Brasil, um sonho intenso, um raio vivido 
De amor e de esperança á terra desce. 
Se em teu formoso céu, risonho e límpido, 
A imagem do Cruzeiro resplandece. 
gigante pela própria natureza, 
És belo, és forte , impavido colosso, 
E o teu futuro espelha essa grandeza. 

Terra adorada, 
Entre outras mil, 
És tu, brasil, 
Ó Pátria amada ! 
Dos filhos deste solo és mãe gentil, 
Pátria amada, 
Brasil !               

II 
Deitado eternamnete em berço  esplendido. 
Ao som do mar e á luz do céu profundo, 
Fulguras, ó Brasil florão da América, 
Iluminado ao sol do Novo Mundo ! 
Do que a terra mais garrida 
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; 
"Nossos bosques têm mais vida", 
"Nossa Vida"no teu seio "mais amores". 
Ó Pátria amada. 
Idolatrada, 
salve ! Salve ! 

Brasil, de amor eterno seja símbolo 
O labaro que ostenta estrelado, 
E diga o verde-louro desta flâmula 
- Paz no futuro e glória no passado. 
Mas, se ergues da justiça a clava forte, 
Verás que um filho teu não foge a luta, 
Nem teme, quem te adora a própria morte. 
Terra adorada 
Entre outras mil, 
És tu Brasil, 
Ó Pátria amada ! 
Dos filhos deste solo és mãe gentil, 
Pátria amada Brasil.


Canção do Expedicionário

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Letra:
Guilherme de Almeida
Música: Spartaco Rossi
Banda: Base Aerea

Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Você sabe de onde eu venho?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Retirado do Livro Hinos e Canções Militares, Edição de 1976.
Canção da Infantaria

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Letra:
Hildo Rangel
Música: Thiers Cardoso
Banda: AMAN

Nós somos estes infantes
Cujos peitos amantes
Nunca temem lutar;
Vivemos,
Morremos,
Para o Brasil nos consagrar!

Nós, peitos nunca vencidos,
De valor, desmedidos,
No fragor da disputa,
Mostremos,
Que em nossa Pátria temos,
Valor imenso,
No intenso,
Da luta.

És a nobre Infantaria,
Das armas a rainha,
Por ti daria
A vida minha,
E a glória prometida,
Nos campos de batalha,
Está contigo,
Ante o inimigo,
Pelo fogo da metralha!

És a eterna majestade,
Nas linhas combatentes,
És a entidade,
Dos mais valentes.
Quando o toque da vitória
Marca nossa alegria,
Eu cantarei,
Eu gritarei:
És a nobre Infantaria!

Brasil, te darei com amor,
Toda a seiva e vigor,
Que em meu peito se encerra,
Fuzil!
Servil!
Meu nobre amigo para guerra!

Ó! meu amado pendão,
Sagrado pavilhão,
Que a glória conduz,
Com luz,
Sublime
Amor se exprime,
Se do alto me falas,
Todo roto por balas!

REFRÃO { És a nobre Infantaria, etc...}
Retirado do Livro Hinos e Canções Militares, Edição de 1976.


Cançãodo Marinheiro
"CISNE BRANCO"


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Música :Primeiro-Sargento (Exército Brasileiro)
Antonio Manoel do Espírito Santo

Letra: Segundo Tenente (Refº) (Marinha do Brasil)
Benedito Xavier de Macedo

Qual cisne branco que em noite de lua 
Vai deslizando num lago azul.
O meu navio também flutua 
Nos verdes mares de Norte a Sul.


Linda galera que em noite apagada 
Vai navegando num mar imenso 
Nos traz saudades da terra amada 
Da Pátria minha em que tanto penso. 

Qual linda garça que aí vai cruzando os ares 
Vai navegando 

Sob um belo céu de anil 
Minha galera 

Também vai cruzando os mares 
Os verdes mares, 

Os mares verdes do Brasil. 
 
Quanta alegria nos traz a volta 
À nossa Pátria do coração 
Dada por finda a nossa derrota 
Temos cumprido nossa missão.